Quando o lugar NENHUM, te leva para ALGUM lugar
Nas primeiras semanas em Lisboa, mal parávamos em casa, comíamos fora, comprávamos roupas do frio para suportar o inverno europeu, víamos as pessoas passarem nas ruas tomando vinho na praça, era novembro. As comidas portuguesas são deliciosas, dizem que é a que mais se aproximam da brasileira na Europa, todos os pratos são apetitosos, até as de visuais desagradáveis. Fomos servidos de sardinhas apetitosas, batatas recheadas, cachorro quentes, sanduíches ou carnes macias. Era complicado escolher o prato favorito. Logo eu, que não consegue escolher nem a cor favorita. Subíamos, descíamos, esquerda e direita, tudo com a ajuda do mapa da nova geração, o “Google Maps”. As ruas de Lisboa pareciam todas iguais, parece nossas vidas que correm em círculos. Suzana perguntava: “Sabe onde vai dar se for por aqui?” Eu nunca sei, apenas vou. Em Lisboa é comum ver estrangeiros, mas é difícil ver casais inter-raciais, comum mesmo é ver briga de casal, seja qual for a língua, a briga ...